Notícias

Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno: o que os números do primeiro turno mostram

Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Confira a análise dos votos, a diferença entre os candidatos e o que muda na segunda etapa da eleição.

Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno: o que os números do primeiro turno mostram

A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira etapa da votação, realizada neste domingo (4), terminou sem que nenhum dos candidatos alcançasse mais de 50% dos votos válidos, percentual necessário para uma vitória no primeiro turno.

Na reta final da apuração, Flávio Bolsonaro apareceu na liderança, enquanto Lula terminou em segundo lugar. Em uma parcial divulgada com 92,88% das urnas apuradas, Flávio registrava 47,80% dos votos válidos, contra 44,25% de Lula.

A diferença entre os dois candidatos, nessa parcial, era de aproximadamente 3,55 pontos percentuais. Apesar da vantagem de Flávio, os números mostram uma disputa concentrada entre os dois principais candidatos, que agora terão mais três semanas de campanha até a votação decisiva.

Flávio Bolsonaro termina o primeiro turno na liderança

O desempenho de Flávio Bolsonaro representa a primeira colocação no primeiro turno. Durante a apuração, o candidato do PL chegou a superar a marca de 50% em algumas parciais, mas perdeu participação à medida que novas urnas foram incorporadas ao sistema.

Às 18h54, por exemplo, com 47,26% das urnas apuradas, Flávio aparecia com 50,20%. Com o avanço da totalização, porém, esse percentual caiu gradualmente: às 19h16, com 64,81% das urnas contabilizadas, estava em 49,58%; e às 20h44, com 92,88%, marcava 47,80%.

Essa evolução demonstra como as parciais da apuração não representam o resultado definitivo enquanto a totalização ainda está em andamento. O próprio TSE explica que os dados são atualizados conforme os Boletins de Urna são recebidos e processados pela Justiça Eleitoral.

Lula termina em segundo, mas mantém uma votação expressiva

Lula encerrou o primeiro turno na segunda colocação e garantiu a passagem para a segunda etapa da eleição. Na parcial de 92,88% das urnas, o candidato do PT registrava 44,25% dos votos válidos.

A diferença para Flávio Bolsonaro, portanto, não representa uma distância ampla entre os dois candidatos. A votação mostra uma eleição presidencial concentrada em duas candidaturas, deixando os demais concorrentes com uma participação significativamente menor.

Na parcial de 64,81% das urnas, por exemplo, Flávio tinha 49,58%, enquanto Lula aparecia com 42,25%. Naquele momento, Augusto Cury registrava 2,97%, Ronaldo Caiado 2,34% e Renan Santos também 2,34%.

O que muda no segundo turno

A partir de agora, a eleição entra em uma nova fase. Os votos obtidos no primeiro turno não são transferidos automaticamente para o segundo. De acordo com as regras eleitorais, o segundo turno constitui uma nova votação, disputada pelos dois candidatos mais votados na primeira etapa. Será eleito aquele que obtiver mais votos válidos.

Isso significa que a votação dos candidatos que ficaram fora da disputa passa a ser um dos elementos importantes do cenário eleitoral. Eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno terão de decidir entre Flávio Bolsonaro e Lula, enquanto os dois candidatos buscarão ampliar suas respectivas bases eleitorais.

Também será necessário observar o comportamento dos votos brancos, nulos e das abstenções. Esses votos não entram no cálculo dos votos válidos, mas o comparecimento eleitoral será um dos componentes do resultado final.

Uma disputa marcada pelo equilíbrio

Os números do primeiro turno mostram uma eleição presidencial concentrada em duas candidaturas. A liderança de Flávio Bolsonaro e a segunda colocação de Lula definiram os nomes que continuarão na disputa, mas a diferença registrada entre eles não encerra a competição.

Com os dois candidatos separados por poucos pontos percentuais nas parciais finais da apuração, o segundo turno deverá provocar uma nova disputa pelo eleitorado que optou por outras candidaturas no primeiro turno e também pelos eleitores que não compareceram às urnas.

A votação decisiva está marcada para 25 de outubro. Até lá, os dois candidatos terão uma nova etapa de campanha, com debates, entrevistas, propaganda eleitoral e busca por apoio político.

A eleição, portanto, começa uma nova fase: depois de uma primeira rodada com diversos candidatos, o eleitor brasileiro terá agora uma escolha entre dois nomes para definir quem ocupará a Presidência da República no próximo mandato.